Nos EUA, o uso medicinal da maconha está transformando traficantes em empresários de sucesso
Fitas de THC [princípio ativo da cannabis] que dissolvem na boca. É nisso que Daniel está pensando: quer pegar aquelas coisinhas gelatinosas que parecem durex com menta, e servem para refrescar o hálito, e adicionar óleo de maconha. Ele conhece um fabricante que sabe produzir soluções concentradas de erva e descobriu como fazer com que o óleo se fixe no pullulan – o mesmo polissacarídeo [açúcar] em gel que a marca Listermint usa para fazer seu produto. Agora, muitos estão vendendo essa novidade em saquinhos plásticos com uma etiqueta que diz: “Apenas para uso medicinal”, por cinco ou seis dólares cada fita. A maior parte das pessoas recomenda que se use uma só, mesmo que demore muito para bater, porque, se você tomar duas, vai ficar “impotente” por um período de seis a oito horas.
Cannabis que vira pirulito, chiclete, muffin, etc, etc
“Tudo nos Estados Unidos hoje é controlado por grandes empresas”, diz Daniel, dirigindo pela auto-estrada Los Angeles 405. “Mas ainda é possível criar inovações usando o conhecimento das antigas, como fizemos no início da história deste país.” O setor a que Daniel se refere é o da maconha para fins medicinais, a nova fronteira que se abriu na Califórnia nos últimos anos [como parte das operações de Daniel podem ser consideradas ilegais, seu nome, e outros detalhes, foram mudados para preservar sua identidade].
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